Uma carta de 15 de Dezembro de 2021

Time Travelled — about 2 years

Peaceful right?

Querida eu do futuro, Descobri que amo escrever para você, por isso tenho feito muito isso ultimamente, mesmo que não envie todos os escritos como um e-mail para o futuro. Esses dias me peguei pensando sobre aquele assunto que talvez mais temo. Amor. Li algo que me atingiu em cheio hoje e vou compartilhar com você: "Eu menti... Eu quero as flores. Eu quero os clichês e o frio na barriga imerso nas borboletas. Eu quero toda a breguice de se demonstrar o quanto ama e não pode evitar. Eu quero as cartas e os bilhetes. Eu quero as musicas compartilhadas por não poder dizer como me sinto tão de cara assim. Eu quero mensagens trocadas até cairmos no sono. Eu quero todo o amor piegas sem sentir vergonha de me entregar. Eu quero me apaixonar sem medo que você vai rir de mim. Eu quero poder me tornar vulnerável sem temer você levantando muros. A verdade é que do amor eu desejo tudo, ou então não quero nada." Quando li isso, percebi que falava de mim. É claro que ainda mantenho o pensamento de que relacionamentos não são pra agora, mas você me conhece e sabe que não consigo pensar só no hoje, tanto é que já me preocupo em não passar no ENEM, em nunca conseguir um emprego e por aí vai. Então eu me pego sempre pensando nisso, no amor, em relacionamentos. E sabe, eu tenho mentido mesmo, pra mim mesma e pros outros. "A verdade é que do amor eu desejo tudo" e é isso mesmo, mas existe a outra parte "tudo, ou então não quero nada". A verdade é que eu não tenho medo do amor eu tenho medo dos seus restos, das sobras dele. E pra mim é melhor não se entregar ao amor, do que se entregar a menos do que todo ele. "Eu quero as flores. Eu quero os clichês e o frio na barriga imerso nas borboletas. Eu quero toda a breguice de se demonstrar o quanto ama e não pode evitar. Eu quero as cartas e os bilhetes. Eu quero as musicas compartilhadas por não poder dizer como me sinto tão de cara assim. Eu quero mensagens trocadas até cairmos no sono." Tenho medo de nunca ter isso. Tenho mais medo de que eu seja louca por querer isso. De que o mundo tenha se perdido tanto ao ponto de amor ser um: só. Eu sei que está entendendo. Lendo as entrelinhas. Mas eu também tenho medo de me perder e nunca ser o que eu quero da outra parte. Talvez essa seja a parte mais assustadora. Porque é como eu sempre penso comigo, eu não desejo e nem conseguiria aguenta se fosse traída algum dia, mas se eu tivesse que escolher entre ser traída ou trair, escolheria sem nenhuma hesitação, ser traída. E você sabe desse medo, e espero que ainda tenha esse mesmo pensamento. Quando eu falo sobre o medo do amor é sobre o medo de nunca tê-lo de modo completo. O medo não é entregar a arma apontada contra meu peito, é não poder ter certeza de que estou entregando-a para alguém que não irá atirar NUNCA. Tenho medo de amores rasos, de quem acha que o simples não tem valor, de quem acha que só o outro tem que se entregar, de quem quer uma mulher submissa, mas não que amar como Cristo amou a igreja. Tenho medo de nunca conseguir esse tal amor sacrificial, o amor do qual tanto leio e assisto. Mas também tenho medo de nunca conseguir ser esse amor, de nunca me permitir ser amada assim. Tenho medo de me afundar no meu bloqueio, em meio aos meus tantos muros construídos por ele. Tenho medo de temer tão pouco e confundir o muito com isso. Tenho medo de que por causa do medo do futuro eu não me permita no presente, ser amada. Tenho medo de temer tanto uma traição futura, que não me permita enxergar o amor presente. Tenho medo de que todo esse medo ao invés de me proteger, me prenda, me impeça, me mate. Mas temo que sem esse medo eu me entregue a qualquer ilusão de um grande amor. Esqueço e não sei como equilibrar tudo isso. E se eu conseguir tarde de mais? E se eu nunca conseguir? Eu quero toda essa baboseira de amor verdadeiro, mas como, se nem sei se isso ainda existe? Espero que tenha conseguido superar tudo isso... Te amo e desejo que encontre nosso tão sonhado amor literário e blá blá blá De sua versão menos inteligente, mas com certeza a mais legal, J.

Epilogue

about 20 hours later

Olá, minha querida versão passada…
Tenho tanto a te contar que chega a ser assustador a forma como nada acontece por acaso e tudo parece ser conectado em nossa vida....

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Etniacifmole agerrten o equ me oif idciued oarm adi metatjunes se 51, êcvo ao aid. .
Mnaeocstnor teomonm eel ulaeeqn uqe oa ssean era saondho nsmeo roma 2220 o toã c,rtaa dtou em isos vcêo tonat dseis.
Niscoomuegs amsamo asamad pretrimi nso nós rse e mbtém!a.
De e sracta otud aor,m scomreeeb os sa sami clsêhci. .
0322 sam oa e uomdu ssoi todu mif gecuho em. Éprvio foi e,ptoi ehmnnu visao sem baal onoss o otacnr a addraaisp.
Aotciamse son êrst ta,tno otatn de euq ocopu omesm de sneess ecideorb tão eeamrelnt essme e piedos ert o ccaommhsau úmsltio pdieos emmos oersvm moeraseícm. Eu e por iston tiomu ossi.
Uoimt met sesen idos amstseo ciesurotnrr idicífl otmoemn osn e todanent. Aram aorm e óid o bsare son qeu isuenno é sosi bémtma essed aohc que oevdeairrd mas iosrc.
Odstae omra ntouqa sees a onteh seaetomr nso ed oabndir acart euq oarh é a gchuoe asu atssmoe i,sos ovon equtoãs a na e tcare.
Foi me é outsor e ceeapr usangl outd oucop o,memsont em msa me já e moa ãot aid eu ao como mmtsneoo opracamçoã oeu,gdns uotd tnase caad repeca rosa que um euq.
Amred oqaudn opr nasâtci,id tioum ommteons ltezva coom ossno contire aopassd es motes rsavole e ofurut aossic sssae a masepars lc,coosimapd da tuod péomr,.
Siso que rsoeep ctaaçneo ue.
Sei mu ós o e que cdeeersuv ietv od qureo uqe do euq maro equ ãno enmso rmoen áj ue vêoc. .
Grooluh oneht de a is,os a em rloeçaã onoumsintca easmm óns.
.
Aasrct varlpsa,a usas adaorbgi rooad erercbe lspae ue.
.
Mu urtafu ad ãerovs bruqade,a e uas uoopc.
J.

This user has written an update to this letter.To see what they wrote, please


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