A letter from Aug 02, 2022

Time Travelled — 12 months

Peaceful right?

Sabe aquele momento quando você percebe que nada do que você fazia antes, coisas simples como hobbies, tarefas diárias ou tentar algo novo? Quando a ficha cai por um momento e você se pega falando "Ah, é só uma fase", vê que não é somente uma "fase" pelo simples fato de ser aquilo que mais amava fazer, lhe colocava um sorriso de satisfação, dizendo "Nossa, eu realmente consegui fazer isso...!". Perceber que você se cobra demais, sendo nas coisas que menos gosta, até mesmo nas que mais ama... Com lágrimas nos olhos finalmente dizendo "Como eu sou hipócrita". Mas será que essas palavras que digo a todos que conheço, dizendo para não desistir, para fazer o que gosta, ter um momento somente seu; perceber que tudo isso que sai dos meus lábios era para eu tomar um balde de água fria e saber que essas palavras não são para essas pessoas, mas para mim. Sabe, eu gostava tanto de escrever e desenhar, mas parece que são coisas tão triviais, sabendo e, infelizmente, ligando para o que outros dizem "Tal pessoa faz melhor". Isso cansa, sabia? Acordo todas as manhãs e me olho no espelho e não vejo aquela garota (apesar de ter 28 anos, não consegui maturidade o suficiente para me auto proclamar mulher) que um dia sonhava em trabalhar com as coisas que mais gostava de fazer. É triste perceber que naquela imagem refletida não é uma garota, mas um monstro deformado. Um monstro com olheiras, cabelo desarrumado, se sentindo a pessoa mais gorda do mundo, sem brilho nos olhos... sem brilho na alma. Sei que estou nessa "luta" já faz alguns anos, mas será que o eu de daqui há um ano, dois anos quem sabe, estaria com este mesmo pensamento todas as manhãs olhando seu reflexo no espelho? Algumas pessoas dizem que se eu não tomar alguma atitude nunca irei mudar. Dar o primeiro passo e mudar a minha vida... Mas você já parou pra pensar "E se eu não quiser mudar? E se simplesmente for mais fácil eu dormir pra sempre?". Posso me chamar de covarde de não ter coragem de cortar meus próprios pulsos e querer desistir de tudo? Seria covardia, ou até mesmo egoísmo, da minha parte não ter coragem de deixar minha família e as pessoas que amo pra trás e deixá-las em um estado tão deplorável como estou agora? A sociedade nos cobra tanto e somos estúpidos o suficiente para nos entregarmos de completo para simplesmente agradá-los. Querer agradar a todos e não a si mesmo, amar a si mesmo, dar uma chance a si mesmo. Esse sentimento tão ruim, mas tão "necessário" em nossas vidas chamado tristeza, que um dia acaba se convertendo em depressão e ansiedade, à de desaparecer algum dia? Meu eu do futuro, você estará bem o suficiente para perdoar o eu de agora?

Epilogue

about 2 months later

Espero...

Drepora. . . No ntoiunoc indaa mas rboca esomm.

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